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quarta-feira, 2 de junho de 2010

A dependência da Net





Depois da visita dos amigos, veio a visita da companhia dos telefones e para uma operação que parecia tão simples na mudança da linha redis para uma linha analógica e perante a incompetência e burocracia da companhia, eis que estamos sem a net há largos dias.
Tive de recorrer a gentileza de amigos e invadir alguns serrões para pôr a escrita em dia.
É incrível como somos dependentes da net! As miúdas não sabem desenvolver trabalhos sem recorrer a ela. Também é verdade que estamos longe de qualquer biblioteca.
Por isso, este é o último post desta semana, para anunciar que levo as “têtes de nègre” e não só, para o Jardim da Estrela que vai decorrer no próximo sábado e domingo.
Espero sinceramente que na próxima semana volte tudo à normalidade!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Grande e pequenos








É claro, não há volta a dar. O taleigo é um saco e o que se coloca dentro vai do bom senso de cada um.
Há uns pequenos que gosto de chamar minis porque existe uns grandes, muito grandes mesmo e que acabam por contrastar no tamanho. Ainda bem!
Mini porque não precisa de ser grande para levar o lanche ou os berlindes ou a bijuteria ou as conchas do mar ou o que o momento dicta.

Fiz um grande. Cabe lá dentro um pão mas também pode levar um tricot em curso, com as suas agulhas, isso porque enquanto vou estar sábado e domingo no jardim da Estrela, a Rosário vai estender a sua manta a seguir ao almoço e muitas hão-de aparecer para partilhar uma tarde de tricot.
Aparecem!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A sementeira







São 8 da manhã de domingo e apesar da chuva, paira no ar o cheiro à churrascada. Quando me vou aproximando, deparo com febras, entremeadas e frangos assados. Nas longas mesas, não se vê uma mulher, a gente rude do campo come a bucha matinal acompagnado dum tintol.
Fui à feira procurar o que as geadas deste Inverno queimaram.

A couve foi plantada, as batatas e as cenouras foram semeadas. O alho está lindo!
Falta-me plantar o que ontem adquiri na feira, outras serão semeadas mais tarde porque até à "porca de Abril"* pode ainda vir uma forte geada.





* Na gíria popular local, significa a última lua cheia de Abril.

domingo, 7 de março de 2010

As minhas desculpas





Perante algumas mensagens recebidas por correio electrónico, quero apresentar as minhas desculpas a todas as pessoas que se deslocaram ao Jardim da Estrela com o intuito de conhecer ou voltar a ver o meu trabalho.
A viagem de sexta-feira para Lisboa, foi desmotivadora tendo percorrido 300 quilómetros debaixo de chuva. Acabei por ceder aos desejos da minha família, permancendo juntos durante o fim-de-semana.
Não podia prever a carga de humidade e fui desta forma obrigada a proteger os meus trabalhos caprichosos que são, deste mau tempo.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Dum padrão à manta

Passear de máquina fotográfica ao ombro.
Olhar em frente, para cima e para os lados.
Espreitar por trás das portas.
Espantar-se com o chão que pisamos e registar o momento.
Acabo por coleccionar padrões tão diversos e este, viu a luz na forma duma manta.







Aproveitei a merenda nas palheiras para a fotografar.
É um quadrado em patchwork de 1,30 m., inteiramente alcochoado à mão. O verso é uma bonita toile de Jouy. O enchimento e a manta são 100 % algodão.

A manta, como estas têtes de nègre, seguem comigo para a feira Craft & Design no Jardim da Estrela este fim-de-semana, em Lisboa.
Uma oportunidade para as verem de mais perto.
Apareçam!



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A dois







São "sets" de mesa individuais ou para duas pessoas, para juntas tomarei um pequeno almoço ou outras refeições, de dia ou de noite.
A dois, é o que proponho para a edição Craft & Design a decorrer já este fim-de-semana para celebrar a chegada do S. Valentim.
Apareçam!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Tecidos de outros tempos





É em Isle sur la Sorgue que encontrei uma magnífica colecção de tecidos antigos, na habitual feira de velharias e antiguidades que abre as suas portas todos os fins-de-semana ao longo de todo o ano.
Tudo se vende!







Desde monogramas bordados à mão, passando por antigos cortinados do sec. XVIII, ...linhos, algodões, sedas... é um mundo onde cada peça vende-se ao centímetro, muitas das vezes a preço exorbitante.
Um pouco de todo o tipo de clientela aparece: os decoradores, os designers à procura de motivos, tons para futuras reproduções, estilistas ou pessoas como eu que gostam de juntar pedaços, guardando os retalhos para mais tarde fazer uso deles.
Estes patchworks feitos pela minha mãe são uns dos exemplos da reutilização de tecidos muito antigos mas há muitos outros exemplos como a Liane que sigo de muito perto e esta interessante reportagem.



Deixo aqui e aqui duas retrosarias à antiga onde pode encontrar, fitas, botões tecidos... tanta coisa de outras épocas. É só escolher!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Do Jardim da Estrela











Agradeço a minha família, os amigos e os conhecidos.
Agradeço às tão simpáticas companheiras de bancas.
Agradeço todas e todos que tão amavalmente vieram conhecer o meu trabalho.
Agradeço os anónimos, e não só, que vieram dar muito mais que "2 dedos de conversa".
Bem hajam!



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Para o Jardim da Estrela





Venho da Serra da Estrela e vou para o Jardim da Estrela.
É a minha primeira feira-exposição em Lisboa.
Quiz dedicar e homenagear algo de tão português como os lanifícios de lã, originários destas serras, da Covilhã a Seia e que estão em vias de extinção nomeadamente estes tecidos "tipo" escoceses de Castanheira de Pêra, cujo último reduto se encontra na Casa dos Escoceses da Nazaré. A minha inspiração, baseada nestes tecidos, levou-me a criar esta manta.
Quem quizer vê-la e conhecer os meus trabalhos, estarei este fim-de-semana (5 e 6 de Dezembro) no Jardim da Estrela.

domingo, 15 de novembro de 2009

Feira da Golegã









Por vontade de toda a família haveria cavalos em casa. Só respondo "sim", desde que ganhasse a taluda. Assím teríamos não só os cavalos como alguém para tratar deles.
Reconheço as vantagens de tratar e montar um cavalo e para a J. seria uma excelente terapia. É pena em Portugal, haver muito pouca documentação sobre a hipoterapia ou a equoterapia, mas gostei do que li aqui.

Este ano, demos outras oportunidades à Feira do S. Martinho que a nossa pequena escola costumava organizar. Deixei o meu contributo seguindo as instruções da Constança, realizando assim três sacos para guardar outros tantos.





Ontem fomos a Golegã e de dia, para elas poderem apreciar este ambiente único da feira do cavalo. E adoraram!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

"Escandalosos Azulejos"





Fomos à Feira da Ladra.
Muitos turistas e não só...
Compram muitos azulejos portugueses a preços proíbitivos. A maior parte são escandalosamente roubados.
Ninguém intervem?
... provavelmente porque o roubo e a corrupção estão impunemente institucionalizados no panoráma português, apesar de alguns tentarem remendar e repor os azulejos roubados das fachadas!!!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Feira Natalícia



É aqui.
Uma oportunidade para quem tiver a curiosidade de conhecer os meus trabalhos, e porque não, dar dois dedos de conversa.
Vou là estar três dias.
Sábado.
Domingo.
E segunda-feira.

...

Partilhar muito destes papeis na arte do découpage, collage e assemblage. Mais aqui, lembram-se? .

sábado, 15 de novembro de 2008

A Feira do S. Martinho





À semelhança das outras festas que a pequena escola primária e o jardim de infância de Vila Franca da Beira costumam organizar ou seja, as professoras, os alunos, os encarregados de educação e claro a comunidade em geral, a festa deste ano teve lugar na Sede do Agrupamento de Escolas da Cordinha.

É a maneira da escola conseguir uns fundos para adquirir os diversos materiais necessários às diversas iniciativas que hão-de decorrer ao longo do ano, sem os quais o bom funcionamento seria sériamente posto em causa.

Todos os anos, o núcleo escolar organiza uma feira com os produtos agrícolas e artesanato, revivendo também velhas tradições através dos jogos populares.








Hoje de manhã, a pequena colectividade de Vila Franca da Beira concentrou-se frente à escola para, juntos, se deslocarem à sede do agrupamento a uns poucos 3 km dali.
Foi na carroça do Pedro B., puxada por uma mula, que as crianças foram levadas, seguidas alegramente pelas professoras e familiares, entoando todos uma velha canção:

Nossa terra é Vila Franca da Beira
Ai como ela, não há igual
É a terra mais bonita
E mais catita de Portugal


A nossa chegada e entrada foi triunfal!

Cada escola do agrupamento, cada ano e cada turma tinha a sua bancada repleta de artigos para vender. Cada qual com a sua originalidade.

Maman XuXudidi nasceu aos poucos devido a estas actividades, criando assim os primeiros aventais para crianças.