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terça-feira, 27 de abril de 2010

A vassoura de milho







No dia em que viemos definitivamente morar para a nossa casa, uma vizinha ofereceu-nos uma vassoura de milho.
Recordo-me receber a vassoura nas mãos, tão espantada pela simplicidade e beleza do objecto e do gesto.
Não voltei a ver igual à minha.
As ramas foram atadas com arame, mas soube agora, passado tantos anos, que há ainda quem as faça, amarrando com vime, após ter ripado e seco a palha para as vender no Porto.
Consegui um bom punhado de milho bravo da família do sorgo (sorghum).
Foram agora semeadas. E quem sabe, talvez venha a ter uma nova vassoura para o próximo Inverno!

...

Enquanto não tricotar os respectivos pares, vou andar assim!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A sementeira







São 8 da manhã de domingo e apesar da chuva, paira no ar o cheiro à churrascada. Quando me vou aproximando, deparo com febras, entremeadas e frangos assados. Nas longas mesas, não se vê uma mulher, a gente rude do campo come a bucha matinal acompagnado dum tintol.
Fui à feira procurar o que as geadas deste Inverno queimaram.

A couve foi plantada, as batatas e as cenouras foram semeadas. O alho está lindo!
Falta-me plantar o que ontem adquiri na feira, outras serão semeadas mais tarde porque até à "porca de Abril"* pode ainda vir uma forte geada.





* Na gíria popular local, significa a última lua cheia de Abril.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

As colmeias





Por entre as rochas, neste imenso declive que leva até à ribeira, onde d'antes eram terras cultivadas, hoje só se vê matagal.
Do Inverno rigoroso e solitário, surge agora a giesta branca. É linda e tem um grande potencial melífero.
É o mel que comemos em casa.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Os nossos cogumelos





Tivemos razão em esperar. O ano passado houve um.
Há dias atrás quizeram antecipar a chegada dos coprinus barbudos. A J. coleccionou os sacos de papel dos talheres da cantina para, com as irmãs, criar simples tortulhos.



Entretanto, à volta do Castanheiro da Índia há um verdadeiro desfile de coprinus. É um prazer vê-los nas suas várias fases de desenvolvimento.
Este ano não os vamos colher, para no próximo ano, nascerem muito mais.
Então sim, colher-los-emos para nos deliciarmos com eles.





quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O Castanheiro da Índia





O ar é tão quente apesar das chuvas. As folhas dançam e seis mãos estão em constante procura de novas experiênças. A primeira experiênça serviu para testar as folhas do Castanheiro da Índia. A ideia já foi publicada na Marie Claire Idées, mas já a vi concretizada aqui. Percebi que a folha do castanheiro era demasiada frágil para realizar folhas em chocolate para ornar um dos bolos de aniversário deste mês.
Guardei as castanhas que foram arrumadas nos armários. É óptima para a traça e inodorante!

terça-feira, 5 de maio de 2009

É tempo!



A C. veio almoçar a casa.
Uma pausa nas tarefas a que a época nos obriga e em que sabe tão bem estar no jardim.
Momentos privilegiados em que pai e filha exercitam os dotes do jogo de xadrez, porque é preciso praticar para arranjar estratégias na vida. Aprendizagem lenta, mas acreditamos ser também um exercicio mental e uma excelente escola.



Do jardim, não vejo o fim, mas vou fazendo, dando prioridade à apanha das cerejas, antes que os pássaros as comam, o mesmo para os morangos.
Colhi igualmente o estragão para secar.
E a ciboulette é tanta que fará um bonito ramo, como as do ano passado.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A romã

A romã

Olho para a romã, tão redonda como o Universo e ponho-me a reflectir, a imaginar...

A romã: o Universal compartilhado.

Observo os compartimentos interiores como as nações, os continentes, as nacionalidades, as raças, os sexos, as religiões.
Penso no grão, a individualidade de cada um de nós.
Todos unidos, todos juntinhos, a unidade na diversidade do Universo.
O respeito pela diversidade Universal.
Na tolerância, o progresso da Humanidade.

Hoje, são as eleições presidenciais nos Estados Unidos da América.
É um compartimento dentro da romã.

A romã, redonda como o Universo.

sábado, 19 de julho de 2008

O vinagre de estragão

Estragão

O estragão é uma planta que cresce facilmente num canteiro do jardim. É uma planta vivaz.
Ela é um ingrediente essencial do molho bearnês.
Utiliso muito o estragão com o frango, peixe, arroz e saladas.
Em Junho, costumo fazer o vinagre de estragão para o ano todo.

O metodo é muito simples.
Encho uma garrafa com dois punhados de folhas frescas de estragão. As folhas devem encher a garrafa até acima. Rego com o vinagre de vinho branco e fecho hermeticamente.
Deixo um mês no parapeito da janela e ao sol, agitando de vez em quando para que o aroma das folhas impregne o vinagre.
Um mês depois, filtro. Deito um pé de estragão na garrafa para identificar o vinagre.
O vinagre é óptimo em saladas e em molhos para pratos de peixe ou frango.

L'estragon est une plante qui pousse facilement dans le jardin. C'est une plante vivace.
Elle est un ingrédient essenciel pour la sauce bearnaise.
J'utilise beuacoup l'estragon avec la volaille, le poisson, le riz et en salade.
C'est au mois de juin que j'ai l'habitude de faire le vinaigre d'estragon pout toute l'année.

La méthode est très simple.
Je remplis une bouteille avec deux poignées de feuilles fraîches d'estragon. Les feuilles doivent remplir la bouteille jusqu'en haut. J'arrose de vinaigre de vin blanc et ferme hermétiquement.
Je depose la bouteille sur le bord de la fenêtre et au soleil, pendant un mois, en agitant de temps en temps pour que l'arôme qui se degage des feuilles imprègnent le vinaigre.
Un mois plus tard, je filtre. Je depose un pied d'estragon dans la bouteille pour mieux l'identifier.
Le vinaigre est parfait pour des salades et pour des sauces qui accompagnent des plats de poisson ou de volaille.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Deslumbramento

Os alhos
Desemganem-se, eu não entendo nada do que vem da lavoura. Mas eu admiro o trabalho destas mulheres, destes homens que vão de madrugada para os campos sachar, regar, semear ou colher.
Não sou filhas destas terras, nascida e criada na cidade, em várias grandes cidades.
Já faz seis anos que estou maravilhada com estas coisas simples que são a eloquência dos nossos sabores e que hoje crescem na horta.
O alho é o exemplo da transformação deste vegetal que, escondido por trás desta pele recequida quando pronto para a colheita, mais tarde, se transforma numa alva brancura. E que perfume!

Detrompez-vous, je ne comprends absolument rien de ce qui vient de la terre. Mais j'admire le travail de ces femmes, de ces hommes, qui partent aux premières lueurs pour bêcher, arroser, semer ou récolter.
Je ne suis pas fille de ces terres. Je suis née et élevée en ville, dans de grandes villes.
Mais cela fait six ans déjà que je m'émerveille avec ces choses si simple, qui sont les grandeurs de nos saveurs et qui aujourd'hui poussent dans le potager.
L'ail est l'exemple de ce végétale qui se transforme et qui, caché derrière cette vieille peau desséchée, est prêt à être récolter pour, quelques instants plus tard, se vêtir de blanc.
Et quel parfum!

domingo, 11 de maio de 2008

Cot Cot Codette!

À mesa!
Ía contar a história do cebolinho e a sua utilisação na culinária quando de repente apareceu frente a máquina fotográfica, a minha poulette!
Chouette! (Super!)
A table! Caquette Claudette à ses poulettes, Henriette! Antoinette! Odette! Bernadette!
Deixo uma adivinha do antigo livro de leitura da 3ª classe:

À meia-noite se levanta o francês.
Sabe das horas, não sabe do mês.
Tem uma serra, não é carpinteiro;
Tem um picão e não é pedreiro;
Usa esporas, não é cavaleiro;
Escava no chão e não acha dinheiro.

Adivinharam?