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segunda-feira, 3 de maio de 2010

O melhor para ela





Em véperas de provas de aferição em que as irmãs estão brindadas este ano, penso na J. porque para o ano, será a vez dela.

Ela fez imensos progressos e mesmo se está mais que confirmada a dislexia, continuo a achar que teve muita sorte em estar integrada numa pequena escola com um número reduzido de alunos na turma dela. Pergunto-me muitas vezes, o que seria dela numa escola dentro da cidade, com mais de 20 alunos por turma!
É uma pena que não haja perto de casa o Movimento da Escola Moderna. Seria sem dúvida o mais adequado para ela. Vale a pena seguir esta reportagem que ilustra as diferenças entre 3 modelos de ensino em Portugal.

Não vou desistir do projecto, de num dia próximo, abandonar a medicação. A Zélia ofereceu-me estas duas esferas feitas em crochet. Redescobri os benefícios de massajar o corpo duma criança e o poder de relaxar, acalmar e concentrar.



Ando à procura dum livro para ela, porque como qualquer criança disléxica ela tem relutância em querer ler o que atrasa a sua aprendizagem.
Teria de ser um livro muito apelativo ao nível da escrita em que uma palavra puxaria outra palavra e sem se dar conta, já estaria envolta na história.
Sugestões são bem vindas!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Teatro dum carnaval anunciado (II)







Demora em passar o fascínio pelas "paillettes", coisas que brilham, chinezisses em geral. Por nada largaria o seu vestido de menina Ashley, mas o desejo de criar uma máscara com estas facetas surpreendeu.
A J. imaginou num filme que não viu, uma princesa que à noite se transformava em pássaro. Com o rolo que fora do papel de cozinha, a J. elaborou este enorme nariz.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O burro







Como todos os anos, na noite de Natal, a J. vai querer deixar uma cenoura ao pé da árvore para dar ao burro. Também estará um cálice de vinho do Porto para o Pai Natal.
Por razões de marketing, o trenó puxado pelas renas virá substituir a volta que o Pai Natal costumava dar com o seu burro, tal como o seu compadre o S. Nicolau.

Em casa, gostamos da versão mais antiga. O burro não é tão veloz e é por isso que as crianças não chegam a vê-lo, de tal maneira que ainda hoje, as prendas só serão vistas na madrugada do dia 25.

A J. ainda acredita no Pai Natal. Na carta dirigida a ele, ela pede como todos os anos, um burro. Encontramos um aqui ainda antes de saber que viria a conhecer a Rita.
Quanto a este livro, recomenda-se. Além de excelentes fotografias e iconografias documentais, o livro divide-se em 5 partes, homenageando o quadrúpede.





Mémoires des Ânes & des Mulets
Gérard Rossini
Editions Équinoxe, 2003

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A mochila da Ju.



Quando fui espreitar a nova colecção de tecidos do Sr. Manuel em Viseu, a J. ficou apaixonada por um padrão de algodão com motivos em zigzag.
Estava decidido, era este tecido que ela queria para eu própria lhe confeccionar uma mochila (um taleigo mochila) para transportar o livro da biblioteca.
Idealizou. Realizei.
Passado mêses, não se cala.
Amanhã serão os anos dela e sonha com a mochila.





Fiz mais uma e está disponível na loja.
Tem cerca de 48 cm de altura por 35 cm de largura.

Agora é tempo de preparar o bolo de aniversário para amanhã, um delicioso moelleux au chocolat, que aos poucos vai ser decorado com folhas para simbolizar o Outono.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Sem linha, sem agulha





Pegou na camisa de dormir e deu-lhe nova vida. Uma reciclagem ao destino que eu estava a conferir-lhe como pano para o pó. A J. decidiu de outra forma.
No sábado, passou a tarde a vestir umas bonecas. Com o que lhe sobrou, no domingo, realizou um top para ela. Sem linha, sem agulha, há pormenores de nós que dão um toque ao modelo do vestuário.
Orgulhosa, ainda alterou a cor original para uns efeitos de texturas.
E assim andou.
O que será no dia em que pegará na linha e na agulha?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A silabinha







Foi um ano lectivo "sans relâche" para superar as dificuldades da J.
O ano passado, quando entrou no 1º ano do 1º ciclo, rapidamente nos demos conta que algo se passava e contra ventos e marés, a J. acabou o ano lectivo desfeita, deprimida, atrasada na aprendizagem da leitura e da escrita.
Descobríamos com ela a hiperactividade.





Uma nova escola, uma nova professora, novos colegas também e aos poucos, ela foi falando dela, das suas diferenças.
Tudo ajudou um pouco; o amor, o carinho e o apoio constante das irmãs, da família, da pequena comunidade que a aceitou e a integrou e sobretudo da professora, da equipa técnica e médica que ao longo do ano, todas as semanas com muita persistência demonstraram que é realmente possível desenvolver um trabalho de elevada qualidade em prol da sua recuperação.

Orgulhosa, vai entrar para o 3º ano. O novo ano espera-a, na mesma escola, com os mesmos colegas, com o mesmo apoio e uma nova professora.
Este ano também lhe foi confirmada a dislexia e com a professora, ela descobriu a silabinha.







Hoje acabei o par de meias que ao longo de praticamente todas as quintas-feiras fui tricotando nas salas de espera, como também estas todas.
Estas meias vão para o avô que hoje faz anos, mas antes de mandá-las pelo correio a J. fez questão de me contar uma história: Era uma vez a Mamã que ia fazer com uma meia perdida... uma silabinha"



JOY-EUX A-NNI-VER-SAI-RE GRAND PÈRE!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Flash-back







Andavamos todos na mesma escola, foram anos giros, um tanto louco onde tu David, participaste do meu capricho neste concurso de fotografia "A Flora do Parque de Serralves". Estavamos em Setembro de 1996.

Hoje com a J. nas nossas idas semanais a Coimbra, fomos passear no Jardim Botânico. Para ela, é tão importante brincar, correr, trepar...
É tão bom redescobrir a felicidade neste rosto!

A fotografia a preto e branco é da autoria do David Clifford.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A tela



"Adorava ter muitas telas e um cavalete... e muitos pincéis... e muita tinta.
Pintava no meu quarto, com um tapete por baixo e sempre muito sujo.
Até era fixe sem o tapete... o chão estaria sempre às cores!"

"Maman, quero ir para uma aula de pintura".


Há já alguns dias que a J. fiz a carta para o Pai Natal. E com medo que ele não percebesse nada, pediu à irmã que lha escrevesse.
Este é o pedido de última hora enquanto regressávamos as duas das consultas de Coimbra.
Amanhã vai ter uma ficha de Lingua Portuguesa.

...

Partilhar as telas da Claire Basler.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Em 3 anos menos 3 dias







A casa encheu-se de três lindas meninas, em três anos, menos três dias.
Hoje foi a vez da Julieta.

Apesar das festas que vão prolongar-se durante o fim-de-semana, vou contar para elas, a história de Quando eu nasci de Isabel Minhós Martins com as ilustrações de Madalena Matoso desta linda editora e que descobri na Biblioteca Municipal de Tábua.

Quando eu nasci nunca tinha visto nada.
Só um escuro, muito escuro,
na barriga da minha mãe.

Quando eu nasci...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Terapia



A Julieta foi hoje, a sua primeira consulta da terapia da fala.
Foi ao som de "td" da música de Henri Mancini, a Pantera Cor-de-Rosa, que percorremos os 80 Kms que separam o consultório da nossa casa.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A Dentista

Chez le Dentiste

A Ju quer ser dentista e pintora.
Facto que ela assume com os seus 6 anos.
A Paula, a dentista da familía, tem um consultório fora do vulgar.
Na sala de espera, algumas revistas, nada de televisão mas sim um fundo de música. Na parede, um sol pintado e a correr ao longo dela, algumas flores...
O paciente relaxa.
Quando passamos pelo gabinete, a luz predomina. Cada parede a sua côr, cores fortes, garridas e frente ao doente, este quadro que remata para as quatro estações.
O doente saí daí revigurado.
As crianças querem estar sempre com dores de dentes, assim, claro que sim!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Poisson d'Avril!


C'est un souvenir de ma petite enfance, des joies, des cris, des rires, des poissons que nous collions dans le dos de celui qui s'y laissait surprendre. Quel bonheur!
Aujourd'hui avec les filles nous avons peint des poissons que nous avons ensuite découpés dans l'attente d'un dos qui veuille bien les accueillir...
Poisson d'Avril, c'etait aussi il y a bien longtemps, lorsque les gens fêtaient la semaine du Nouvel An, entre le 25 mars et le 1 avril.
Poisson d'Avril!