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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Trip to London







Foi uma surpresa.
Agradável, como um chocolate na boca, entusiasmante, como um bolo de chocolate enorme de tamanho XXL e sentimentos esquisitos como borboletas na minha barriga.
Hyde Park. British Museum. Tower Bridge. London Eye. Houses of Parliament. Buckingham Palace... como sabores misturados. O barulho das águas poluídas do rio Tamisa, o tocar das horas passadas, controladas pelo exuberante Big Ben, a sinfonia musical da troca de guardas reais, exibindo as fardas.
Madame Tussauds e as suas celebridades de cera, Brad Pitt (aiii), Miley Cyrus (ehhh), Kesha (tik tok), Nicole Kidman (yess!), Bob Marley (no women no cry!).

Adorava viver em Londres. Relembro ainda os hipnotizantes zumbidos que repetiam de 2 em 2 minutos: "Please mind the gap between the train and the platform".


Impressões duma viagem a Londres, pela M.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Recordações de Infância (III)













Houve um tempo em que todas as manhãs atraversava a pé o Jardim das Plantas em Paris.
Ia para a escola.
Todas as manhãs dizia para comigo "um dia heí-de visitar o Muséum e espreitar aquele dinosauro".
Passei à frente dele nessa manhã e sorri.
Gosto de espreitar Paris pelos seus jardins!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

3 petits tours à Paris...









... et puis s'en vont!
Uma escapadela a dois, entre Versailles, Paris et Le Marché aux Puces.
Sinto-me em casa!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

De madrugada

Já perto da fronteira, quando esfregavam os olhos, perguntaram: "já chegamos?".



segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Tecidos de outros tempos





É em Isle sur la Sorgue que encontrei uma magnífica colecção de tecidos antigos, na habitual feira de velharias e antiguidades que abre as suas portas todos os fins-de-semana ao longo de todo o ano.
Tudo se vende!







Desde monogramas bordados à mão, passando por antigos cortinados do sec. XVIII, ...linhos, algodões, sedas... é um mundo onde cada peça vende-se ao centímetro, muitas das vezes a preço exorbitante.
Um pouco de todo o tipo de clientela aparece: os decoradores, os designers à procura de motivos, tons para futuras reproduções, estilistas ou pessoas como eu que gostam de juntar pedaços, guardando os retalhos para mais tarde fazer uso deles.
Estes patchworks feitos pela minha mãe são uns dos exemplos da reutilização de tecidos muito antigos mas há muitos outros exemplos como a Liane que sigo de muito perto e esta interessante reportagem.



Deixo aqui e aqui duas retrosarias à antiga onde pode encontrar, fitas, botões tecidos... tanta coisa de outras épocas. É só escolher!

domingo, 20 de dezembro de 2009

1500 km depois

Para encontrar um magnífico quadro natalício.









quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Em casa

Chegamos ontem.
Houve uma necessidade natural de reconhecimento do lugar.
O pai delas precipitou-se na correspondencia, elas foram de imediato inspeccionar os seus quartos.
As malas foram lentamente retiradas do carro.
Á volta da casa, os prados estão queimados de tanto sol. O ar abafa. Há que regar, colher o que a horta ainda tem para oferecer.





Os mapas estão fechados e arrumados.
Aprendeu-se um pouco mais sobre geografia.
Dos 7.788km. percorridos, cada vez que passávamos por uma portagem, a J. perguntava em que país entrávamos.
A maior alegria, foi quando em conta decrescente passámos a fronteira portuguesa sem parar.

Acabei as meias. Vêm agora novos desafios.

domingo, 6 de setembro de 2009

O regresso

Amanhã de manhã, vamos iniciar o regresso.
O carro vai cheio. Cheio de tralhas do nosso fim-de-semana na Braderie* de Lille, cheio de recordações desta magnífica viagem em família, cheio de boas energias para um regresso em pleno ao novo ano escolar.
Confesso, o carro vai cheio de tecidos, pequenas curiosidades que irei revelar em breve.
Mas ainda temos que percorrer 1.714 km.



* A Braderie de Lille, são 100 km. de vendedores de tudo e mais alguma coisa, nas ruas do centro da cidade, percorrida a pé durante o fim-de-semana por 2 milhões de visitantes vindos do mundo inteiro.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Folon





As últimas horas antes de deixar a Bélgica foram passadas na Fondation Folon.
Descobrimos um universo a caminho do sonho e da poesia.
Longe da exposição em 1984 na Galeria 111 em Lisboa, encontramos uma cenografia muito original e interactiva que fascinou as minhas filhas.

Quem se lembra deste genérico?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Promessas







Após a ascensão ao topo da Tour Eiffel, senti-me liberta. O meu compromisso em relação às promessas com as minhas filhas, estava nesse preciso momento saldado.
Há dois anos quando vimos a J. ir-se abaixo fizemos a promessa de realizar o sonho dela, se ultrapassasse os traumas.
Durante um dia, fizemos as filas de horas de espera para escassos momentos de alegria. Ela saíu ao fim do dia radiante e nós, arrasados!
Houve outras promessas como subir à Notre Dame para quebrar os tabus que povoam o imaginário delas. Ver as "chimères" ou o "gros bourdon" foi como reviver a vida do Quasimodo.

Estas férias não só serviram para a concretização das promessas, como também para oferecer o efeito da surpresa.
Numa viagem relâmpago a Amsterdam, a M. realizou o desejo de um dia visitar a casa de Anne Frank, livro que quiz ler este Verão e para o qual tivemos de a preparar, sobretudo do ponto de vista histórico.
Achava-a muito nova ainda para entrar neste capítulo da história, ela provou o contrário.

Mais do que a promessa em si, é saber que somos capazes um dia de cumpri-la e mostrar às crianças a importância de manter a palavra, o nosso compromisso e a realização dos nossos sonhos.



O diário de Anne Frank
Livros do Brasil, 2009

domingo, 30 de agosto de 2009

As meias do Báltico





O sol acompanha-nos.
No jardim, os amigos aparecem, os filhos brincam, mascaram-se e fazem representações teatrais.
Para as crianças belgas, este é o último fim-de-semana antes do regresso à escola.

Acabei a primeira meia. As outras meias são da minha amiga M., cuja avó as tricotou no norte da Alemanha, nas margens do Mar Báltico. Algumas têm mais de 10 anos e a lã é exactamente igual a estas. E por mais incrível que seja, usamos o mesmo método.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Recordações de Infância (II)







Chegámos a Paris para um curto regresso ao meu passado.
Para as minhas filhas é ter enfim uma imagem real sobre tantas histórias que vou contando sobre a minha infância.
O ponto alto foi quando hoje de manhã, a directora da escola primária me abriu as portas do estabelecimento e pude, em família, partilhar os cantos de algumas salas de aulas, apesar das modificações feitas ao longo de tantos anos. Esperava encontrar o magnifico fresco no tecto que alimentava o meu imaginário, na mesma sala onde, com a pena e a tinta da china, exercitava o francês, mas o fresco foi leiloado para angariar fundos para o alargamento e manutenção da pequena escola.

Apesar de tudo, os pormenores mantêm-se e para elas os tabus foram quebrados, embora a magia se mantenha.





sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Entre céu e terra

Deixámos o Sul de França, rumo à Burgonha.



Abraçar os amigos e descobrir outros horizontes.
L'Espérance (a Esperança) é o nome dum lugar composto por cinco casas. Um oásis no meio dos campos agrícolas.
L'Espérance é a realização do sonho, o regresso à terra, ter a noção das estações, ter tempo, tempo para tudo, tempo para nada, o usufruto do tempo.







Para as crianças, são novas aventuras no paladar e o prazer de ir até à quinta vizinha buscar o leite ordenhado das tetas da vaca.
Correr pelos campos, sentir debaixo dos pés o trigo cortado, o calor da terra.