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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Voar para Sul





Levo pouca coisa ou nada.
Até mais tarde!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Os novos acessórios







Já não me sei passar destes novos acessórios que vieram revolucionar o meu método de trabalho. Deixei o dedal que fora da mãe da minha mãe, para um dedal em silicone e com a sensação de não sentir o dedo atrofiado após horas de trabalho.
O marcador é sensacional. Muito melhor que o lápis ou qualquer tipo de marcador, este simplesmente vinca de leve o tecido, desaparece quando passar a ferro.
É com estes dois instrumentos que acabei o estojo de agulhas de tricot.
Está disponível aqui.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Um novo estojo para os acessórios de tricot







Apeteceu-me voltar a fazer um estojo para as agulhas de tricot. Não sei se foi devido ao impulso duma nova camisola que está em curso. Está disponível aqui.

terça-feira, 27 de abril de 2010

A vassoura de milho







No dia em que viemos definitivamente morar para a nossa casa, uma vizinha ofereceu-nos uma vassoura de milho.
Recordo-me receber a vassoura nas mãos, tão espantada pela simplicidade e beleza do objecto e do gesto.
Não voltei a ver igual à minha.
As ramas foram atadas com arame, mas soube agora, passado tantos anos, que há ainda quem as faça, amarrando com vime, após ter ripado e seco a palha para as vender no Porto.
Consegui um bom punhado de milho bravo da família do sorgo (sorghum).
Foram agora semeadas. E quem sabe, talvez venha a ter uma nova vassoura para o próximo Inverno!

...

Enquanto não tricotar os respectivos pares, vou andar assim!

domingo, 21 de março de 2010

O conceito "La Droguerie"







O conceito existe há já alguns anos e agrada-me falar dele, até porque era muito interessante ver cá em Portugal o que se faz lá fora e cujo La Droguerie é bom exemplo nisso.
Não sendo uma "experta" em tricot, acabo por comprar modelos vendidos em kit, como esta camisola ou ainda o cardigan que acabo de tricotar. La Droguerie compra os direitos a criadores. Muitos dos modelos são publicados na Marie Claire Idées, outros propostos nos pequenos livros que publicam.
A escolha das lãs é arbitraria. A loja tem uma vasta paleta de cores e qualidade de fios que torna a escolha difícil.



Ainda comprei um kit para fazer em jacquard, umas luvas e uma boína. Mas estes vão ficar para o próximo Outono!

La Droguerie tem um site e um blog.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O apagão





Valeu-me no sábado, um apagão de mais de 14 horas e redescobrir o prazer de boas brazas e de refeições à luz da vela, dos jogos de sociedade e aperceber-se de quanto é assustador brincar às escondidas.
De repente, as crianças entenderam como somos dependentes da electricidade.

Valeu-me o rádio a pilhas e o telemóvel para entender a amplitude do apagão.
Foi no meio deste ambiente, quando lá fora os ventos derrobavam pinhais, que acabei as meias. Em jacquard, meninas e meninos fazem uma ronda e iniciam uma dança. A lã Trekking Tweed foi comprada aqui.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A "capinha"





Prefiro chamar-lhe "capinha". Já falei dela na altura do Natal porque era uma prenda para a minha mãe, na tentativa de reproduzir o xaile que pertenceu à minha bisavó.
Com as agulhas 2,50 mm fui tricotando em ponto de meia e rapidamente apercebi-me que o novelo silk garden sock da Noro não ía chegar.
Foram precisos mais de 250 gramas desta magnífica lã para agora acabar a "capinha".

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Visita de estudo





Aproveitámos as mini-férias escolares para ter a casa cheia.
Apesar do frio e da chuva, foram didácticas.
Seguimos o ciclo da ovelha bordalesa, a raça ovina da Serra da Estrela que também pasta na nossa aldeia, onde ainda se faz artesanalmente o Queijo da Serra.
E apesar da tosquia ser somente no final de Março, fomos todos, pequenos e grandes, visitar uma fábrica de fiação.
A paleta de cores da lã de Arraiolos é vasta e sonho já com um tapete para casa.
Quanto à lã poveira, fiquei surpreendida por encontrá-la aqui. A mesma lã que um dia saiu da nossa aldeia, das nossas ovelhas!
Amanhã vou para Lisboa aprender a fiar a lã.





segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Dia chuvoso... no Porto!







Fui ao encontro do que o Porto tinha de melhor para me oferecer neste dia chuvoso.
Dei de caras com A Vida Portuguesa, num lindo edifício que outrora albergava textéis.
Fui ao encontro da Lopo Xavier, da Ovelha Negra mas foi no Armazém dos Linhos que tive uma conversa muito interessante sobre chitas e as suas origens, enquanto comprava linho puro. Conversa essa que teve de ser interrompida para um delicioso e requintado almoço na excelente companhia da Fernanda.
Não fosse a chuva, o Porto teria tanto para ser fotografado.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Tricot



Nem vou contar os numerosos projectos que tenho para tricotar. Dou, neste momento, prioridade às prendas que farei para o Natal.
A primeira é um par de meias e embora acabasse a primeira, é a terceira vez que desmancho a segunda meia. O facto de tricotar jacquard requer um pouco mais de concentração e na verdade ando distraída. Por isso, iniciei um outro trabalho que também será uma prenda. Dum velho xaile que pertenceu a minha bisavó, estou a tentar reproduzir o mesmo modelo com o mesmo tipo de malha.

Acabei um novo estojo de agulhas de tricot.
Está disponível na loja.



terça-feira, 27 de outubro de 2009

O estojo de agulhas de tricot





A pensar nos dias mais curtos, no frio, no tricot em geral, com o Natal à porta, acabei este estojo de agulhas de tricot.

Já está na loja.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

La couette





Não sei traduzir o nome. Não é um edredom porque não é alcochoado, mas tem penugens de ganso enfiadas num imenso quadrado que lembra o volume dum "pouf".
A "couette" era muito usada em França, sobretudo no campo. O lugar dela era da cintura para baixo por cima dos lençóis e cobertores. Caíu em desuso nos meados do Século XX. O edredom veio revolucionar os hábitos e facilitar a vida na arte de saber fazer as camas.
A "couette" tem uma capa. Esta foi feita pela minha mãe, nos anos 70. A ideia veio daqui.

Abri as portas do sotão. Arrumou-se a roupa de Verão, tirou-se a roupa de Inverno. A "couette" arrejou. Há que fazer o inventário para melhor nos defendermos do frio da Serra.

Comecei umas meias em jacquard inspirada na revista 100 Idées, com umas lãs compradas aqui.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

11





A camisola é para a M. Tem capucho e um bolso onde está simbolizada a paz.
Vai crescendo e descobre um mundo que nem sempre lhe agrada.
Assume: é vegetariana e nós apoiamo-la, acompanhando o seu crescimento.
Gosta de vermelho.
Prefere este calçado e quanto mais gasto melhor. Mas o que mais gosta acima de tudo é escrever.

Sobre "Ter medo é..." escreveu o seguinte:

" Um sinal de que a imaginação começa a funcionar, onde começamos a precisar de alguém para desabafar, é ter receio de algo que nos aconteça...
Perder a coragem, entrar em aflição, começar a ver mais escuro do que cor-de-rosa, sentir-se escluído ou sentir o relógio avançar mais horas do que segundos e minutos...
É também pressentir o desconhecido, o sem-significado e o sem-explicação.
Ter medo é ouvir o coração bater mais forte e rapidamente dez mil vezes.
É estarmos, por exemplo num campo cheio de flores e pressentir cair-nos em cima um planeta qualquer.
É começar a correr numa planície e pensar em cair num abismo.
Tentar entrar na doçura do mundo e afogar-se em açúcar.
Estar numa piscina e ter medo de ser engolido por uma baleia.
Medo... é uma palavra sem siginificado, como por exemplo uma pessoa estar enterrada nem em túmulo nem em buraco no fundo da terra.
Mas não deixem que o medo vos domine!"


E tem medo de crescer.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Feu





"Feu" em francês é fogo, mas também é ponto de partida.
É assim que vou definir o dia de hoje. As férias definitivamente acabaram e as visitas foram-se embora. É o regresso a uma relativa normalidade. Liberto a mente para criar. Em dois tons - vermelho e cereja - vou tentar tricotar uma camisola para oferecer à M. Tem mangas raglan e um capucho. Lembra o fogo que não vi mas que presencio nas minhas caminhadas matinais através do mato ardido.
O cheiro à cinza humidificada é intenso, após as primeiras chuvas de Setembro.

...

Partilhar An Eye for Annai via Burst of Beaden de Jon Klassen.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Em casa

Chegamos ontem.
Houve uma necessidade natural de reconhecimento do lugar.
O pai delas precipitou-se na correspondencia, elas foram de imediato inspeccionar os seus quartos.
As malas foram lentamente retiradas do carro.
Á volta da casa, os prados estão queimados de tanto sol. O ar abafa. Há que regar, colher o que a horta ainda tem para oferecer.





Os mapas estão fechados e arrumados.
Aprendeu-se um pouco mais sobre geografia.
Dos 7.788km. percorridos, cada vez que passávamos por uma portagem, a J. perguntava em que país entrávamos.
A maior alegria, foi quando em conta decrescente passámos a fronteira portuguesa sem parar.

Acabei as meias. Vêm agora novos desafios.

domingo, 30 de agosto de 2009

As meias do Báltico





O sol acompanha-nos.
No jardim, os amigos aparecem, os filhos brincam, mascaram-se e fazem representações teatrais.
Para as crianças belgas, este é o último fim-de-semana antes do regresso à escola.

Acabei a primeira meia. As outras meias são da minha amiga M., cuja avó as tricotou no norte da Alemanha, nas margens do Mar Báltico. Algumas têm mais de 10 anos e a lã é exactamente igual a estas. E por mais incrível que seja, usamos o mesmo método.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A geografia





Este livro pertenceu à minha avó e é com ele que nos propusemos fazer uma viagem, aproveitando a geografia para explorar alguns lugares da minha infância.
Deixo esta manta por alcochoar e das poucas coisas que levamos, esta lã para fazer o mesmo par de meias que este.



Até já!