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domingo, 25 de abril de 2010

Três datas







No seguimento das comemorações alusívas a este feriado (como foi o caso o ano passado), fomos comemorar três datas, que marcaram este dia na nossa família, na Casa da Ínsua em Penalva do Castelo.
O marco histórico é o 25 de Abril de 1974.
10 anos antes, os meus pais uniram-se.
28 anos depois fomos nós.
25 de Abril SEMPRE!





sábado, 17 de abril de 2010

107:365



A fotografia actual foi tirada pela C., o retrato a preto e branco é da autoria de Jean Fage.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Clotilde





O teu sorriso constante e as tuas gargalhadas que enchem a casa, fazem de ti uma menina muito especial, a suprema alegria!
Sempre bem disposta despediste-te para acolher os teus 10 anos.
Clotilde é o teu nome, orgulhosa por o ter e não conhecer mais nenhuma.
Pediste "com amor e carinho" uma almofada feita por mim, com o teu nome estampado.
Foste sempre a menina dos muitos caracóis e cabelo cumprido.
Quando pensei a almofada, imaginei cada cabelo bordado com o teu nome.
Parabéns!

domingo, 25 de outubro de 2009

Uma noite pré-adolescente





Há uma evolução muito interessante na história dos aniversários.
Quando eram pequenas manifestavam o desejo dum bolo partilhado na escola com os outros meninos; festas em casa, convidando a turma toda e mais alguns...
Este ano, a M. queria partilhar um serão com as suas grandes amigas.
Chegaram ao final da tarde de ontem. E para grande surpresa da M. (como se tivessemos lidos os seus pensamentos) levámos as suas irmãs e fomos jantar fora, deixando as 4 pré-adolescentes em grandes cumplicidades.
No meio da madrugada ainda ouvíamos os sussurros através do soalho. Tantos segredos espalharam-se entre as 4 paredes daquele quarto!

Pensavamos nós que a manhã se prolongaria quando fomos acordados por uma batalha de almofadas, gargalhadas e muita alegria.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

11





A camisola é para a M. Tem capucho e um bolso onde está simbolizada a paz.
Vai crescendo e descobre um mundo que nem sempre lhe agrada.
Assume: é vegetariana e nós apoiamo-la, acompanhando o seu crescimento.
Gosta de vermelho.
Prefere este calçado e quanto mais gasto melhor. Mas o que mais gosta acima de tudo é escrever.

Sobre "Ter medo é..." escreveu o seguinte:

" Um sinal de que a imaginação começa a funcionar, onde começamos a precisar de alguém para desabafar, é ter receio de algo que nos aconteça...
Perder a coragem, entrar em aflição, começar a ver mais escuro do que cor-de-rosa, sentir-se escluído ou sentir o relógio avançar mais horas do que segundos e minutos...
É também pressentir o desconhecido, o sem-significado e o sem-explicação.
Ter medo é ouvir o coração bater mais forte e rapidamente dez mil vezes.
É estarmos, por exemplo num campo cheio de flores e pressentir cair-nos em cima um planeta qualquer.
É começar a correr numa planície e pensar em cair num abismo.
Tentar entrar na doçura do mundo e afogar-se em açúcar.
Estar numa piscina e ter medo de ser engolido por uma baleia.
Medo... é uma palavra sem siginificado, como por exemplo uma pessoa estar enterrada nem em túmulo nem em buraco no fundo da terra.
Mas não deixem que o medo vos domine!"


E tem medo de crescer.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A mochila da Ju.



Quando fui espreitar a nova colecção de tecidos do Sr. Manuel em Viseu, a J. ficou apaixonada por um padrão de algodão com motivos em zigzag.
Estava decidido, era este tecido que ela queria para eu própria lhe confeccionar uma mochila (um taleigo mochila) para transportar o livro da biblioteca.
Idealizou. Realizei.
Passado mêses, não se cala.
Amanhã serão os anos dela e sonha com a mochila.





Fiz mais uma e está disponível na loja.
Tem cerca de 48 cm de altura por 35 cm de largura.

Agora é tempo de preparar o bolo de aniversário para amanhã, um delicioso moelleux au chocolat, que aos poucos vai ser decorado com folhas para simbolizar o Outono.

sábado, 19 de setembro de 2009

O centenário



Foi quarta-feira. Como cada ano, vamos dar-lhe os parabéns.
Trazemos flores e um bolo. Trazemos também a alegria e sobretudo o carinho.





Os filhos vieram do Brasil juntarem-se aos outros irmãos para neste fim-de-semana comemorarem o centenário da Mãe.
Houve visitas de familiares, de vizinhos e até do Padre P. para a benção.
Queriam festa, queriam missa na capela, mas a Prima Albertina é quem manda. E tudo se passou em casa , com toda a simplicidade.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Maman XuXudidi



Devagar mas com persitência, devagar mas com muita vontade e paciênça, fui acreditando neste projecto, fruto de muitos sonhos partilhados em família e com amigos.
Maman Xuxudidi nasceu há praticamente dois anos, aquando dum duelo entre um cão e um dragão, aliás cão que à noite se transformava em dragão...
O nome estava feito e os aventais íam-se fazendo para angariar fundos para a escola das meninas, durante as feiras sazonais.
O resto, foi a maturação dos anos que vamos vivendo afastados dos grandes centros urbanos.
Tudo um pouco ajudou, a região, a terra, o cheiro, a gente, a nossa casa, a minha família.
Hoje abro-vos uma porta do pequeno universo Maman XuXudidi. No meu estendal, muitas histórias ainda surgirão e vincarão o que agora se inicia.
É a mais bonita prenda que posso receber no dia do meu aniversário.
Bem hajam aos numerosos leitores, aos meus amigos, em particular à Catarina e Carolina, porque sem elas nada desta história agora contada existiria.
Bem hajam ao Papa Filou e sobretudo às minhas filhas maravilhosas.

Disse,


Slowly but steadily, slowly but passionately and patiently, I kept believing in this project, the result of many family and friend-shared dreams.
The Maman Xuxudidi project was born two years ago, by the time we had a duel between a dog and a dragon, rather, we had a dog which became a dragon by night...
We eventually got ourselves a name and the aprons kept being made, so as to raise funds for the girls' school, during seasonal fairs. The rest came as the years went by, lived away from the big towns. Everything was somehow helpful, the region, the soil, the smell, the people, our house, my relatives. Today I lead you into the universe of Maman XuXudidi. Many stories are yet to be told and will reinforce what we are now starting.
This is the greatest gift on my birthday.
I thank all my readers and friends, Catarina and Carolina in particular, for without them little of this here told story would come to be.
Likewise, I'm most grateful to Papa Filou and my wonderful daughters, more than anyone else.

Maman Xuxudidi wrote.


Lentement mais avec autant de persistance, lentement mais avec beaucoup de volonté et de patience, j’ai cru en ce projet, fruit de plein de rêves partagés en famille et avec les amis.
Maman Xuxudidi est née il y a pratiquement deux ans, lors d’un duel entre un chien et un dragon…
Le nom fut crée et les tabliers se faisaient pour obtenir des fonds pour la petite école des enfants lors des kermesses.
Le reste, c’est la maturation du temps éloigné des grands centres urbains.
Un peu de tout y a aidé, la région, la terre, les odeurs, les gens, notre maison, ma famille.
Aujourd’hui je vous ouvre une porte dans le petit univers Maman XuXudidi. Sur ma corde à linge, beaucoup d’histoires paraîtront et marqueront à l’avenir ce qui s’entame à présent.
C’est le plus beau cadeau que je puisse recevoir pour mon anniversaire.
Merci aux nombreux lecteurs, à mes amis, surtout à Catarina et Carolina parce que sans elles cette histoire n’aurait jamais vu le jour.
Merci à Papa Filou et surtout à mes merveilleuses filles.

J’ai dit,

domingo, 8 de março de 2009

As Mulheres da Minha Aldeia

D. Dezolinda

Quero hoje homenagear as mulheres da minha aldeia, pelo silêncio do seu passo, caminhando pelos campos, pelo sorriso contído, timido, dum cruzar de olhares, pelos traços rugosos do rosto que testemunham um passado nem sempre muito fácil, não serão estas mas talvez outras mulheres, que silenciosamente assumiram o fardo penoso da vida.
Ao cruzar-me com elas, por escassos minutos, através de poucas palavras e com a devida atenção, devolvo-lhes um brilho no olhar.

Lindas, são as mulheres da minha aldeia!

Dona Elvira D. Benvinda

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

9



Adoro o teu sorriso.
Adoro a doçura do teu olhar, das tuas palavras nos pedaços de papel que inexoravalmente vão enchendo a casa.
Adoro a tua paciência, a tua persistência à qual acabamos por dar razão.

São os sonhos que se realizam e de toque na mão, vais iniciar as passadas equestres.
E a tempo de montar, acabei as meias.

Parabéns!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Para ti

Dans l'intimité

Foram 9 anos
numa vida harmoniosa e serena.
Entraste nas dezenas
cheia de curiosidade.
O mundo abre-se gradualmente
mas a inociência da infância ainda persiste.

Foi há 10 anos, Matilde.
Nasceste pelo sol da manhã
parecia um verão indiano.
A cidade encheu-se de uma bonita canção.

Foi há 10 anos.
Eu era mãe pela primeira vez.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Em 3 anos menos 3 dias







A casa encheu-se de três lindas meninas, em três anos, menos três dias.
Hoje foi a vez da Julieta.

Apesar das festas que vão prolongar-se durante o fim-de-semana, vou contar para elas, a história de Quando eu nasci de Isabel Minhós Martins com as ilustrações de Madalena Matoso desta linda editora e que descobri na Biblioteca Municipal de Tábua.

Quando eu nasci nunca tinha visto nada.
Só um escuro, muito escuro,
na barriga da minha mãe.

Quando eu nasci...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Chegaram!

Havia muito tempo! Tanto tempo.
Os abraços foram longos e demorados para tentar absorver esta longa ausência.



Elas andam excitadas.
Querem mostrar as novidades, as suas coisinhas, os seus cantos, os seus segredos.
Quiseram que fossem à escola ver a sala de aula, conhecer os professores, os amigos...
Eu passei a ser um espectador, olhando as cenas de profunda ternura, como só uns avós sabem ter com as suas netas.
Vejo a minha mãe, vejo o meu pai, e o tempo que passa. Vidas tão distantes.

Chegaram!

Mutti

E mesmo se já foi há uns dias, fizemos questão, a nossa maneira, de festejar os anos da Mutti.
Mutti, com os seus 3 netos e 3 netas, retratada pela Rute, tentando juntar uma família tão dispersa, mas unida.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

99 anos!









Da querida Prima Albertina.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Grand-père

Grand-père

Nous t'aimons.
Papa, je t'aime.
Merci Rute, pour la réalisation de mes petits rêves!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Mon Papi

Papi
C'était un vrai grand-père et moi une vraie petite fille. Il était très grand et moi toute petite.
Tous les matins, aussi bien en été qu'en hiver, il ouvrait la fenêtre de son atelier, côté jardin, faisait sa gymnastique et jouait de la clarinette.
Mon papi aimait sa promenade, il prenait toujours son chapeau et me prenait par la main. Il disait bonjour à tout le monde et chantait merveilleusement bien la tyrolienne.
Mon papi était très grand et moi toute petite.
Aujourd'hui, c'est son anniversaire.

Era um verdadeiro avô e eu uma verdadeira menina.
Ele era muito alto e eu, muito pequenina.
Todas as manhãs, tanto de verão como de inverno, ele abria a janela do atelier, do lado do jardim, fazia a sua ginástica e tocava clarineta.
O meu avô gostava do seu passeio. Tinha sempre o seu chapeu e pegava-me pela mão. Dizia bom dia a toda a gente e cantava maravilhosamente bem a tirolesa.
O meu avô era muito alto e eu muito pequena.
Hoje, é o seu aniversário.

domingo, 27 de abril de 2008

Tout d'un coup, les mots prennent feu!

Nous avons pris la route.
Partir en Espagne sans une destination bien précise. Glaner, respirer, voir, se retrouver, s'aimer.
Nous avons croisé le pèlerin à León.
L'histoire de la ville nous a séduite. Mais ce sont les gens qui lui donnent cette caractéristique bien particulière, encrée dans les traditions qui font des leonnais un peuple orgueilleux.



De repente, incendeiam-se as palavras!

Fizemo-nos à estrada.
Seguir rumo a Espanha, sem destino certo. Passear, respirar, ver, reencontrar-se, amar-se.
Cruzámos o peregrino em León.
A história da cidade seduziu-nos. Mas são as pessoas que lhe dão uma característica peculiar, inseridas nas tradições que fazem dos leoneses um povo orgulhoso.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Petit Déjeuner de Rêve


Ce fut un petit déjeuner en douceur, bercé par les sons matinaux... Une vie à la campagne.
Trois jolies princesses se sont faufilées dans notre chambre pour un petit déjeuner de rêve.
Un détail: on dénote déjà le style "Nouvelle Cuisine", des petits coeurs taillés dans le fromage, la gelée de coin à la cannelle partiellement présente...

Foi um despertar de muita ternura, embalado pelos sons matinais... A vida no campo.
Três lindas princesas introduziram-se subrepticiamente no nosso quarto, trazendo-nos um pequeno almoço de sonho.
Um promenor: denota-se já o estilo "Nouvelle Cuisine", com pequenos corações talhados no queijo, acompanhado de geleia de marmelo e canela, imperceptívelmente presentes...